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  • A Andorinha (Parábola de Augusto Cury)

    02/11/2012 por Sonia Costa
    Reflexões

    Certa vez houve uma inundação numa imensa floresta. O choro das nuvens que deveriam promover vida, dessa vez anunciou a morte. Os grandes animais bateram em retirada fugindo do afogamento, deixando até os filhos para trás. Devastavam tudo o que estava à frente. Os animais menores seguiam seus rastros. De repente uma pequena andorinha, toda ensopada, apareceu na contramão procurando a quem salvar.

    As hienas viram a atitude da andorinha e ficaram admiradíssimas. Disseram: “Você é louca! O que poderá fazer com um corpo tão frágil?”. Os abutres bradaram: “Utópica! Veja se enxerga sua pequenez!”. Por onde a frágil andorinha passava, era ridicularizada. Mas, atenta, procurava alguém que pudesse resgatar. Suas asas batiam fatigadas, quando viu um filhote de beija-flor debatendo-se na água, quase se entregando. Apesar de nunca ter aprendido a mergulhar, ela se atirou na água e com muito esforço pegou o diminuto pássaro pela asa esquerda e bateu em retirada, carregando o filhote no bico.

    Ao retornar, encontrou outras hienas, que não tardaram a declarar: “Maluca! Está querendo ser heroína!”. Mas a andorinha não parou; muito fatigada, só descansou após deixar o pequeno beija-flor em local seguro. Horas depois, encontrou as hienas embaixo de uma sombra. Fitando-as nos olhos, deu a sua resposta: “Só me sinto digna das minhas asas se eu as utilizar para fazer os outros voarem.”

    Moral escrita pelo proprio Augusto Cury:

    Há muitas hienas e abutres na sociedade. Não esperem muito dos grandes animais. Esperem deles, sim, incompreensões, rejeições, calúnias e necessidade doentia de poder. Não os chamo para serem grandes heróis, para terem seus feitos descritos nos anais da história, mas para serem pequenas andorinhas que sobrevoam anonimamente a sociedade, amando desconhecidos e fazendo por eles o que está ao seu alcance. Sejam dignos das suas asas. É na insignificância que se conquistam os grandes significados, é na pequenez que se realizam os grandes atos.

    Este texto foi extraído do livro:

    Cury, Augusto. O vendedor de sonhos : o chamado.  19. ed.  São Paulo, Ed. Academia de Inteligência, 2010. p. 94-95.

    Postado por

    Sonia Valerio da Costa

    Em 02/11/2012

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    2 Comentários para “A Andorinha (Parábola de Augusto Cury)”

    1. custodio sumbane Disse:

      Gostei imensamente

    2. norma Disse:

      Um lindo exemplo para mostrar que tamanho não é documento; nos menores frascos estão os melhores perfumes, o essencial é invisível e tantos outros.. que as andorinhas sempre que passam por nós, voando no céu, desenham imagens de “companheirismo” voam sempre em bandos sincronizados, nunca sozinhas, em cantos suaves. A gente acompanha cá embaixo, com admiração, tão pequeninas, iguais e organizadas. Chama a nossa atenção. Tudo acontece muito rápido. Principalmente, você não vê uma andorinha voando sozinha nos céus.
      É um pássaro que ensina ao homem o sentimento da solidariedade, como essa linda crônica. Parabéns!



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