Aconteceu comigo…
28/08/2010 por Sonia CostaReflexões
Num dos dias da última semana de agosto/2010, eu iria contar mais uma história infantil, como sempre faço em meu ambiente de trabalho, cuja atividade chamamos de “Hora do Conto”.
Estava diante de um grupo, composto por 28 crianças, na faixa dos 5 anos. Até aí tudo normal, porém, ninguém imaginava o que poderia acontecer nos minutos subsequentes.
Quando comecei a falar, um menino se levantou e começou a expressar uma total agressividade, sem limites. Uma das professoras foi intervir para fazer com que o menino se aquietasse, mas além de não conseguir dominar o aluno, o que recebeu foi uma rajada de chutes em suas canelas.
Solidária com a professora, e interpretando que fosse uma simples carencia afetiva, do tipo para chamar a atenção sobre si, me propus a convidá-lo para que viesse sentar ao meu lado e me ajudasse a contar a história para os coleguinhas. Ledo engano; antes, tivesse deixado que a professora resolvesse sozinha. A questão é que nunca sabemos quais serão as consequências de uma boa ação.
Primeiro, quando chamei o menino pelo nome, ele se aquietou, virou-se para mim, como se fosse um adulto e perguntou-me com toda altivez:
- Como você sabe meu nome? -
Eu disse: – Simples, a outra professora que me disse!
Então ele veio para junto de mim, mas agora diante de todos os seus coleguinhas, ele se encontrava em posição privilegiada para continuar seu show, arrastando cadeiras e engatinhando por baixo delas.
Eu estava sentada num pequeno banquinho, próprio para ficarmos mais próximas das crianças quando vamos contar historias. Como percebi que meu trabalho seria improdutivo tentar falar num ambiente desses, levantei-me, peguei nos braços do menino, com força suficiente para detê-lo, mas sem machucá-lo; com segurança e firmeza na voz, coloquei-o sentado numa cadeira, dizendo: – “senta aqui e fique quieto!”.
A reação do menino foi proferir uma enxurrada de frases que registro a seguir:
- Me solta que eu vou chamar a polícia e você vai ser presa!
- Você é louca!
- Eu vou cuspir no teu rosto!
- Eu vou morder teu nariz!
Como eu demonstrasse impassividade para ver até onde iria aquele descontrole, ele soltou a última frase:
- Vamos ver quem é mais forte!
Só tive tempo de responder:
- Deus é mais forte! (entendi que o problema do menino não era físico nem emocional, mas espiritual)
Em seguida, aquele menino de apenas 5 anos, conseguiu se soltar das minhas mãos e com sua mão direita, arranhou meu braço esquerdo e com sua mão esquerda me deu um forte soco no meu olho direito.
Diante dessa situação, em pensamento, pedi a Deus que me ajudasse a manter minha temperança, equilibrio, paciência, dignidade, amor, compaixão, longanimidade e humildade. E Ele me ajudou dando-me forças para contornar a situação, ainda que meu olho estava doendo bastante.
Virei-me para as demais crianças e disse que estaria mudando de posição dentro da sala e pedi que as crianças mudassem de posição, num ângulo de 90°. Dessa forma eu poderia fazer a atividade sem que as crianças se distraíssem com o show que o menino continuava a fazer.
Nem sei como, mas contei a história por duas vezes, como sempre fazemos, e no final, disse:
- Vocês não precisam se preocupar comigo, pois vou colocar remédio e vou sarar; mas quando vocês voltarem para a sala de vocês, abracem o coleguinha, deem um beijo nele digam: – eu te amo! Cuidem dele, pois ele tem um probleminha de saúde e a professora vai estar cuidando disso.
Fui medicada e entrei de licença médica por 5 dias para poder fazer exames médicos mais especializados, como forma de verificar se não houve sequelas, pois, na verdade, o incidente precisa ser considerado como acidente de trabalho.
Meu objetivo de publicar este texto, é levar a nossa sociedade a refletir sobre as seguintes questões:
- Qual seria o motivo de uma criança de apenas 5 anos tomar esse tipo de atitude tão violenta?
- De quem seria a culpa? Dos pais? Da escola? Da sociedade? Dos meios de comunicação? Da Igreja? (soube que o menino é filho de pais cristãos e que não só na escola, mas também na igreja, ele tem esse tipo de comportamento) Do médico neurologista que não deu o medicamento adequado para controlar a agressividade da criança? Do governo? Do sistema educacional?
- Quem deverá ser responsabilizado? Os pais? A Escola? Os meios de comunicação de massa? O ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente? O médico? O governo? Ou o Pastor da Igreja onde a familia é membro?
Como também sou cristã, me sinto à vontade para levar o leitor a refletir sobre questões comportamentais dos filhos de pais que se dizem cristãos.
Deixo aqui registrado, alguns textos bíblicos e também convido aos pais para lerem meu comentário sobre o Filme “Ponte Para Terabítia” e, melhor ainda, é que você que está enfrentando problemas de agressividade com seus filhos, alugue o Filme sugerido e assistam. Tenho certeza que o Espírito Santo vai falar ao seu coração e te orientar quanto à necessidade de mudança de comportamento.
Textos Bíblicos para reflexão:
“Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm até vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores. Nem todo aquele que me diz: “Senhor, Senhor”, entrará no reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia. “Senhor, Senhor,, não profetizamos em teu Nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres?” Então eu lhes direi claramente: “Nunca os conheci. Afastem-se de mim, vocês que praticam o mal!” (Palavras de Jesus no Sermão da Montanha: Bíblia Sagrada NVI, Mt. 7:15, 21-23)
“Vocês são o sal para a humanidade; mas se o sal perder o gosto, deixa de ser sal e não serve para mais nada. É jogado fora e pisado pelas pessoas que passam.” (Palavras de Jesus no Sermão da Montanha: Bíblia Sagrada NTLH, Mt. 5:13)
“Filhos, o dever cristão de vocês é obedecer ao seu pai e à sua mãe, pois isso é certo. Como dizem as Escrituras: “Respeite o seu pai e a sua mãe” E Esse é o primeiro mandamento que tem uma promessa, a qual é: “Faça isso a fim de que tudo corra bem para você, e você viva muito tempo na terra”. Pais não tratem seus filhos de um jeito que eles fiquem irritados. Pelo contrário, vocês devem criá-los com a disciplina e os ensinamentos cristãos.” (Bíblia Sagrada NTLH, Ef. 6:1-4)
“Gravai estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma; atai-as por sinal nas vossas mãos, e ponde-as como faixas entre os vossos olhos. Ensinai-as a vossos filhos, falando delas assentado na vossa casa, andando pelo caminho, deitando-vos e levantando-vos. Escrevei-as nos umbrais de vossas casas, e nas vossas portas, para que se multipliquem os vossos dias e os dias de vossos filhos na terra que o Senhor, sob juramento, prometeu dar a vossos pais, como numerosos são os dias em que o céu permanecer sobre a terra.” (Bíblia Sagrada Thompson, Dt. 11:18-21)
Concluindo: O sal não está conseguindo temperar a sociedade. Se os pais não assumirem seu papel de educar seus filhos, o Governo o fará, porém, apenas exercendo as leis em vigência no país. É hora de acordarmos e lembrarmos de algumas palavras esquecidas pela atual sociedade: bom senso, ética, valores morais, amor, educação, respeito ao próximo, direitos e principalmente deveres.
Por Sonia Valerio da Costa Em 28/08/2010
































agosto 28th, 2010 at 20:24
Olá Sonia! Li seu artigo e posso te dizer que isso que escreveu é uma constante perto de mim, no meu bairro, na creche do meu filho… Antes pensava que isso era uma coisa de classe social, mas não, acho que as famílias hoje não mais se preocupam em educar, mas em comprar, se vc ficar quieto eu te compro isso, se fizer a lição te compro aquilo… os valores morais foram totalmente perdidos ao longo do tempo, hoje é difícil educar os filhos, digo isso prq tenho um pequeno de 3 anos que é da pá virada como dizem, mas é educado, meigo, carinhoso, timido, tem seus rompantes de pirraça de vez em quando, mas nada que não possa ser controlado. Às vezes acho que eu o podo demais porque hoje vc não tem liberdade de sair de casa para brincar com seus filhos sem que algum ”adulto” mexa com a criança, faça a criança se irritar a tal ponto de chorar, o famoso ”bowling”. Eu mesma em meu bairro já tive que parar de falar com algumas pessoas por conta disso; as pessoas hoje chamam educação, carinho e amor, de frescura. É realmente muito difícil, eu ando me sentindo um e.t nesse mundo louco.
agosto 28th, 2010 at 21:20
Olá amiga! Sabe, me sinto solidária com você e com tantas outras que estão vivenciando esse mesmo problema. Hoje em dia, os pais não podem corrigir seus filhos, impor limites e educar como deveria, pois a sociedade, através do ECA quer intervir, dizendo que a criança precisa ser respeitada.
Enquanto as crianças são pequenas dizem que os pais precisam conversar, colocar as crianças para “pensar” e por aí vai. Quando crescem e se tornam violentas, dizem que os pais foram omissos. E o que mais doi é ver o filho internado numa CASA e posteriormente nas cadeias e penitenciárias.
Eu fui criada nos moldes bíblicos: fiquei de castigo muitas vezes, apanhei, fui proibida de fazer coisas que eu queria. Hoje posso conviver na sociedade de forma tranquila. Aprendi a ler e escrever, aos 7 anos, no primeiro semestre do 1º ano do primário, sem nunca ter frequentado uma escola até então.
Hoje alguns chegam à 8ª série sem saber ler e escrever corretamente; outros não conseguem se expressar e nem entender o que leem.
Às vezes fico pensando: será que as crianças do meu tempo eram mais inteligentes que as de hoje? Claro que não! Se faz necessário mudar a conduta do sistema educacional, tanto na escola quanto na família e na sociedade.
Agradeço muitíssimo seu comentário, pois vamos acrescentando opiniões para que esse problema que está tomando proporções descontroladas, possam ser trabalhadas pelos nossos governantes, mudando, adaptanto e mesmo criando leis justas para corrigir os danos causados pelas leis vigentes no país.
Abraços! Desejo que Deus lhe dê a devida sabedoria para criar seu filhinho de uma forma salutar, para que ele seja uma verdadeira bênção para você, para sua família e também para a sociedade.
Sonia Costa
agosto 29th, 2010 at 1:20
Minha querida o único caminho é a oração pois infelizmente muitas igrejas só estão preocupadas com liturgias campanhas e etc… esquecem da palavra , e as pessoas que cuidam das crianças nas escolinhas na maioria das vezes são somente babas, enquanto seus filhos veem desenhos que nem sempre tem fundamento bíblico, deste modo os pequenos são esquecidos, só se lembram deles nas festinhas. É preciso ensinar aos pais que mesmo quando eles vivem como cães e gatos devem juntos orar pelos filhos, e as igrejas devem dar mais atenção aos pequenos, formando pessoas capazes para ensinar a elas. E infelizmente, compromisso é um bem precioso em falta no mercado.
agosto 29th, 2010 at 8:06
Olá Sonia. Li seu artigo, gostaria que muitos pais o lessem, pois estão transferindo para as escolas e professoras a missão de educar seus filhos, missão essa que foi designada por Deus, para os pais fazerem. Os valôres de família estão se acabando, os pais saem para trabalhar e deixam seus filhos em escolas praticamente o dia todo, ou com uma empregada e na maior parte do dia em frente a uma televisão ou um computador sem nenhuma vigilância, sem nenhuma imposição de limites. Minha filha é psicóloga e relata sempre comentários como esse de seu artigo. Que Deus a abençõe e de Sabedoria para lidar com essas situações. Blog da minha filha:http://psicocintia.blogspot.com/
agosto 29th, 2010 at 11:00
Olá amiga, agradeço sua participação deixando um comentário bastante produtivo e que levará os leitores a se conscientizarem cada vez mais que, a responsabilidade maior é dos pais, depois da sociedade de um modo geral. Mas nós, como cristãos, sabemos que se não recorrermos à oração e comunhão com Deus, deixando essa atitude como exemplo para os pequenos, qualquer esforço feito terá sido em vão.
Como você mesma disse, o caminho primordial é a oração!
Tenha um ótimo domingo!
Sonia Costa
agosto 29th, 2010 at 11:14
Olá amiga, agradeço seu comentário bastante esclarecedor. Realmente a responsabilidade maior cabe aos pais que geraram seus filhos. Antes dos pequenos serem inseridos na sociedade, devem ser preparados em todos os sentidos para que essa transição seja sadia e não traumática como tem acontecido na maioria dos casos. A realidade que presencio diariamente, é que grande parte das mães “desovam” seus filhos nas escolas, pensando que a escola deve alimentar, educar e não demora muito, vão exigis que a escola providencie banho e lavagem dos uniformes também. Lamentavelmente essa é a dura realidade que presenciamos no dia a dia. Agradeço também sua iniciativa de publicar o Blog de sua filha, pois será mais uma opção para quem estiver precisando de ajuda. Os psicólogos teem feito um trabalho excelente de apoio aos pais que se encontram em desespero. Porém, acima de tudo, não podemos esquecer de mantermos comunhão com nosso Deus, pois somente Ele nos dará a sabedoria necessária para agirmos acertadamente com os pequenos, pois eles serão a sociedade de amanhã.
O que plantarmos hoje, fatalmente colheremos amanhã.
Tenha um ótimo dommingo.
Sonia Costa
agosto 29th, 2010 at 11:38
Amei o seu trabalho. Que Deus seja sempre em teu coração.
agosto 29th, 2010 at 11:47
Olá Gibeah,
agradeço seu apoio, deixando seu comentário em meu Blog. Ajude a divulgar esse texto, pois é uma discussão salutar que se faz necessário refletirmos e agirmos beneficamente para o bem da sociedade.
Tenha um ótimo domingo.
Sonia Costa
agosto 29th, 2010 at 14:08
Sônia, a omissão dos pais em geral, e principalmente os cristãos assusta! Os pais cristãos estão jogando a responsabilidade da Educação de seus filhos à Igreja. E, esta por sua vez, não é obrigada, e nem sempre está preparada para orientar de forma adequada os filhos dos membros.
Mas, nada justifica uma agressão como a que você sofreu! Creio amiga, que os pais dessa crianças precisam muito mais de ajuda do que ela própria!
Pr.Silvio Hirota, 2908/2010
agosto 29th, 2010 at 14:25
Toda certeza do mundo. O problema dele nao é espiritual nao. é dos pais.
Olha, mas como professor sofre, viu? Por isso que eu digo que a questão de salários está completamente errada nesse mundo.
O salário dos professores deveriam ser o mais bem pago do mundo.
agosto 29th, 2010 at 14:44
Pr. Sílvio, concordo plenamente com suas palavras quanto à omissão dos pais. Somente quero registrar que a responsabilidade não deve ser das Igrejas, porém, seria necessária uma conscientização dos líderes eclesiásticos, para que tomassem iniciativas mais concretas quanto a palestras, encontros e seminários a respeito de como a família deve ser edificada à luz da Palavra de Deus. Digo isso com propriedade e liberdade, pois a Igreja Filadelfia tem cumprido esse papel e Deus tem honrado o trabalho que vem sendo desenvolvido.
Quanto aos envolvidos na situação que vivenciei, realmente são os pais que estão mais precisando de ajuda, do que a própria criança que, com apenas 5 anos, é totalmente inocente.
Agradeço seu constante apoio ao meu trabalho neste Blog. Tenho certeza que a eternidade reserva muitos galardões, tanto para o irmão quanto para a Kedma, sua amada esposa, pois vocês merecem!
Abraços fraternais!
Sonia Costa
agosto 29th, 2010 at 14:55
Olá Diego, agradeço sua presença constante em meu Blog, sempre fazendo comentários esclarecedores e que acrescentam informações importantes para o texto.
Concordo com você quando diz que o problema é dos pais, porém passa a ser também espiritual, pois muitas pessoas, quando prejudicadas e alvejadas pelas atitudes desses inocentes, ao invés de responderem com palavras de amor, lançam impropérios e maldições.
No geral a problemática passa a ser social também, e o pior, é que a a sociedade já tem muitos problemas para resolver e acaba simplesmente “ignorando” a possibilidade de criar estratégias de solução efetiva, e se limita apenas em criar mais leis para conter a violência através dos poderes repressivos.
Lembremos sempre que violência gera violência e que a palavra branda desvia o furor.
Quanto ao salário dos professores concordo que deveria ser revisto, pois tem sido uma vergonha nacional.
Enquanto sociedade nós podemos criar formas de intervir de alguma forma, para que haja mudanças benéficas em todos os sentidos.
Uma ótima semana para você.
Sonia Costa
agosto 29th, 2010 at 17:04
Prezada irmã Sonia:
Tomei conhecimento deste artigo hoje, tendo em vista que ando um pouco ocupado com alguns compromissos ministeriais.
A propósito do artigo em pauta, espero que muito mais educadores leiam este artigo e percebam a premente urgência de atenção ao desdobramento de muitos outros fatos com as mesmas semelhanças e unam-se em força realmente unânimes para enxergar o quadro da sociedade pos-moderna e seus reflexos nas crianças que serão os jovens e adultos a tomarem posições sociais amanhã. E concito aos muitos pais que hoje passam mais tempo isolado da interação própria do mundo infantil e outros a que saiam da frente da tv por mais tempo e elevem os seus olhos a verem mais distantes onde seus filhos podem chegar convivendo com o tal conteúdo social que hoje invadem os lares e tomam as mentes das crianças e muitos pais alheios à realidade e à verdade, permanecem mórbidos no sono do “faz-de-contas” assistindo barbaridades de hoje que poderão no futuro terem seus filhos como protagonistas dos fatos. Queira Deus que não. Mas estamos vendo adultos hoje sendo protagonistas de fatos que eles mesmos viam seus pais se arrepiarem ao assisti-los na tv quando crianças.
agosto 29th, 2010 at 21:50
Prezada Sonia
Li com tristeza o seu depoimento. Tristeza porque me sinto em parte culpado por isto que te aconteceu. Não tenho sido luz do mundo e sal da terra. Muitas vezes tenho me fechado dentro das quatro paredes da minha igreja e não levantado a voz contra o que está acontecendo em nossa sociedade.
Estamos ficando coniventes com tudo o que há de errado e que está influenciando nossa sociedade. Exemplos.
1. Muitos crentes acham natural o sexo antes do casamento. Não conseguem ver que o sexo é um ato de amor, instituído por Deus e carrega consigo uma grande dose de responsabilidade. Por falta desta responsabilidade temos um grande número de adolescentes grávidas, e de crianças que não vão ter em casa a imagem de pai e mãe dentro de um lar normal.
2. Muitos de nós acham natural a separação. Acham natural que o casamento não seja mais até que a morte nos separe. Se casam sem pensar, sem refletir, sem buscar a vontade e a benção de Deus. O resultado é milhares de famílias desestruturadas e crianças emocionalmente abandonadas pelos pais, de novo sem uma referência de um lar.
3. A aceitação da prática do homossexualismo como um fato normal e corriqueiro. Estamos aceitando como normal uma prática que é condenada por Deus. E a aprovação da lei que permite a adoção de crianças por casais homossexuais é um crime, que vai produzir crianças criadas sem referência de lar.
4. A intenção do governo de que as escolas passem a ensinar que ser contrário a prática do homossexualismo é ser preconceituoso, é uma forma do estado tirar dos pais a responsabilidade da educação religiosa e moral de seus filhos.
Por isto estou tão preocupado com o que vem acontecendo no Brasil. Muitos de nossos pastores e muitos evangélicos apoiando políticos que são a favor do PNDH-3 que preconisa tudo isto.
Me desculpe se a observação está sendo longa, mas tenho de contar um fato.
A professora dos filhos de 12 e 10 anos de minha sobrinha chamou os pais na escola para narrar um fato. Quando em classe ela pediu que as crianças contassem algo de relevante que tinha acontecido durante a semana um menino se levandou e disse:
- Meu pai me falou que vai fazer uma operação para virar mulher, mas que vai continuar sendo meu pai e me levando para assistir futebol.
O que vocês acham que acontece na cabeça de uma criança destas?
Não podemos mais ser coniventes com isto. Temos de enviar uma mensagem clara aos nossos governantes, através de nosso voto de que esta situação é inaceitável para nós.
Me desculpe escrever tanto.
Que Deus tenha misericórdia de nosso povo.
agosto 29th, 2010 at 21:59
Irmão Glauko, A Paz!
Agradeço seu comentário, bastante elucidativo e que veio somar a tantos outros que já foram postados aqui. Realmente meu intuito em publicar este texto, foi para despertar os profissionais da educação a que comecem a relatar fatos semelhantes, para que as leis possam ser mudadas em benefício das próprias crianças que são as maiores vítimas da sociedade deshumanizada em que estamos vivendo.
Estou divulgando ao máximo esse meu relato, mas parece que as pessoas teem medo de se pronunciar, pois temem represálias.
Estamos vivendo num país democrático, mas que a inversão de valores tem sido tão real, as pessoas de bem estão preferindo calar-se para preservar suas próprias vidas. Esta é a dura realidade que estamos vivendo atualmente.
Deus abençoe grandemente seu ministério e desejo que o irmão juntamente com sua família, tenham uma semana abençoada.
Sonia Costa
agosto 29th, 2010 at 22:34
Irmão Luiz, não é necessário se desculpar pelo extenso texto. Creio que Deus mesmo o inspirou a escrever essas palavras.
É chegado o momento de nos humilharmos diante de Deus, pedir perdão pelos nossos pecados, principalmente os pecados de omissão e então, seremos cheios do poder e da unção do Espírito Santo para sairmos com ousadia de profetas e dizer que o mundo está precisando de Jesus Cristo, e este ressuscitado. Pois sabemos que Ele está vivo e intercede por nós diante de Deus Pai.
Já não podemos nos calar diante de tanta podridão, de tanta carnalidade, de tanta abominação, incredulidade e blasfêmia.
Nós precisamos assumir a posição de sal puro e salutar, para temperar sabososamente esta sociedade corrompida que teima em deixar Deus de lado, pois se sentem incomodados com a Santidade de Deus, que ainda por seu grande amor faz a consciências dos pecadores arderem como fogo.
Não é mais momento de investir grandes valores financeiros para construir Templos suntuosos, pois o Espírito Santo não habita em templos feito por mãos de homens, mas sim em nós que somos criaturas dEle, e através de Jesus Cristo, nos tornamos filhos.
O estado está se tornando laico e ignorando aqueles que insistem em falar da Palavra de Deus. Eu já declarei várias vezes que eu não posso entrar no meu ambiente de trabalho se Deus não puder entrar comigo, pois estamos tão entrelaçados em intimidade espiritual que não vivo mais para mim, mas sim para Ele, por Ele e nEle.
Sejamos luz neste mundo que jaz nas trevas do pecado.
Que possamos dizer como o Apóstolo Paulo: “Sede meus imitadores, como também eu de Cristo” (IcCo. 11:1).
Vamos dizer NÃO ao pecado e Deus nos abençoará.
Agradeço por deixar seu comentário registrado em meu Blog. Já Visitei o seu Blog também e tem todo meu apoio, pois os textos, vídeos e imagens declaram a verdade que muitos estão querendo calar, devido à proximidade do processo eleitoral.
Tenha uma semana abençoada.
Sonia Costa
agosto 30th, 2010 at 6:50
Maninha,
como você sabe, dou aulas há 32 anos em escolas públicas de São Paulo e, infelizmente, isso não é nenhuma novidade para mim; só vejo essa situação piorar a cada dia e a responsabilidade dos pais ser transferida para a escola. Já passou da hora de o governo fazer algo pelo “social”; não basta apenas dar as “bolsas” variadas, mas preocupar-se realmente com a educação das famílias. Não basta “dar o peixe”, é preciso “ensinar a pescar”. Quando tudo vem muito fácil, não se valoriza e se cobra ainda mais. O resultado é essa explosão, como aconteceu com você.
Como ainda temos esperança, pois sem ela não vivemos, quem sabe alguém perceba a situação e faça algo a respeito; do contrário, veremos constantemente pais apanhando dos filhos.
Parabéns pela feliz idéia de compartilhar esse assunto no blog, pois muitas pessoas sequer imaginam situações como essa ou piores.
Abraços.
agosto 30th, 2010 at 8:02
O que é certo ou o que é errado?
O que deve ser podado e o que deve ser permitido?
O que é educar e o que é “deixa a vida te levar”?
O que define uma família estruturada de uma desequilibrada?
Não há mais verdades absolutas e tudo é relativo?
Como o pêndulo de um relógio que vai de um extremo a outro, estamos vivendo.
Na dúvida.
E todos nós conhecemos as sequelas desse sentimento, desesperança, incredulidade, desespero, raiva , impotência…
Onde está o equilíbrio?
Em Salmos encontro a resposta:
“Feliz a nação (grupo, família,…) cujo Deus é o Senhor (o que direciona, o que instrue, o que tem a última palavra,…)Sl.33:12
Podemos estar na melhor igreja, termos um ótimo pastor, estarmos em uma ótima família, termos um ótimo governo. mas, se esquecermos, não lembrarmos de que diante de Deus devemos ser como crianças, totalmente dependente d’Ele, estaremos sempre trocando os pés pelas mãos, fazendo escolhas erradas, tomando decisões precipitadas, tudo por causa da pressão que vivemos.
“Continuem unidos comigo, e eu continuarei unido com vocês. Pois, assim como o ramo só dá uvas quando está unido com a planta, assim também vocês só podem dar fruto se ficarem unidos comigo”. João 15:4
agosto 30th, 2010 at 12:37
Olá maninha,
agradeço seu depoimento, pois você sabe que admiro muito sua atuação profissional, pois tem sido um verdadeiro trabalho missionario. A maior parte da população sequer imagina o que acontece dentro das salas de aula e vocês teem que se calar e aceitar pacificamente como se fosse muito natural trabalhar sob ameaça dos próprios alunos, que não foram ensinados em suas casas a terem limites de seus atos. Os filhos, hoje em dia, estão sendo ensinados apenas a terem direitos; os pais não estão mais conseguindo ensinar quais são seus deveres; primeiro porque não conseguem encontrar um tempo para passar a sós com seus filhos, para que possam educá-los efetivamente e segundo, porque o ECA cerceia qualquer atitude mais drástica que se faz necessário em determinadas situações.
Minha atitude de divulgar o que aconteceu comigo, é despertar uma conscientização da sociedade para propor mudanças, pois continuar do jeito que está, fatalmente, num futuro próximo, a violência tomará conta e não haverá mais remédio para contê-la.
Abraços e que você tenha uma ótima semana.
bjs.
Sonia Costa
agosto 30th, 2010 at 12:49
Olá Sandra,
Agradeço suas palavras escritas de forma tão sábia. Realmente precisamos ser norteados pela Palavra de Deus, pois como foi Ele que nos criou, não nos abandonou à nossa própria sorte, mas nos deixou a Bíblia como um verdadeiro manual de instruções; nela encontramos orientações e conselhos sábios para todas as situações adversas em nossas vidas. Se a sociedade se dobrasse com humildade às verdades bíblicas, não estaria sofrendo tantas calamidades em todos os níveis como temos visto. Concluo esta minha resposta reescrevendo o versículo citado “Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor!” (Sl. 32:12)
Abraços e desejo uma ótima semana para você.
Sonia Costa
setembro 10th, 2010 at 0:46
O GAROTO PRECISA DE ORAÇÂO. AMEM!, pois isto são fatos que acontecem sempre em nossa cidade………..DEUS E FIEL …
setembro 10th, 2010 at 18:10
Olá amiga,
agradeço seu comentário quanto a esse fato que aconteceu comigo. Você tem toda razão. Precisamos mesmo orar por esses inocentes, pois eles tem sido as maiores vitimas em consequencia da dissolução familiar.
Abraços.
Sonia Costa
outubro 19th, 2010 at 17:27
Que bom Sonia, vejo pelos comentários, o quanto sua postagem mexeu com as pessoas, todos preocupados como você, em resolver tão importantes e delicadas questões.
Percebo que nos últimos 30/40 anos, a humanidade teve um grande salto em tecnologia, que não foi acompanhado, não fomos emocional/psíquica/moral/espiritualmente preparados.
Precisamos rever os Conceitos e Valores, e cuidar da Educação do SER, substituindo o TER.
AMAI-VOS UNS AOS OUTROS, ainda é o melhor exemplo.
Paz Profunda Sonia, parabéns.
outubro 20th, 2010 at 0:58
Olá Levy
Agradeço sua visita ao meu Blog e principalmente por ter deixado esse comentário que representa também a indignação que temos diante de uma sociedade que se omitiu em acompanhar o desenvolvimento da tecnologia e perceber que o ser humano estava sendo robotizado por ela.
A sociedade esqueceu de cultivar o amor, o afeto, o carinho e todos os valores emocionais, inerentes ao ser humano e que trás tantosbenefícios para o desenvolvimento salutar da nossa personalidade.
É com tristeza que estamos colhendo frutos amargos das novas gerações, vítimas de um descaso à educação brasileira. Precisamos lutar para que essa situação se reverta e possamos preparar novos ambientes salutares para as próximas gerações.
Abraços.
Sonia Costa