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  • Eu Sou

    30/01/2010 por Sonia Costa
    Poesias

    EU SOU

    Sou a expressão feminina da mulher.

    Sou a inocência infantil da criança.

    Sou a criança que mesmo já sendo mulher,

    ainda carrega a faceirice de quando criança.

    Sou o amor que inspira o romance.

    Sou a paixão que compõe a poesia.

    Sou a expressão poética do romance,

    numa trama que expressa minha nostalgia. 

    Ainda sou meu passado infantil,

    que conserva a inocência do eu criança,

    acrescenta a experiência do eu mulher,

    Mas sempre mostra o lado criança.

    Hoje inspiro palavras em minha mente,

    para oxigenar  pensamentos do meu passado,

    alimentar criações textuais para meu presente,

    e acumular sabedoria para um futuro de fato. 

    Ontem fui criança; hoje mulher.

    Amanhã expressarei a sabedoria como mulher,

    somada com a sabedoria de quando criança. 

    Sonia Valerio da Costa
    Minha poesia criada em 30/01/2010

     

    Segue-me

    25/11/2009 por Sonia Costa
    Poesias

     (eu uso google imagens)

    Eu sou o caminho, a verdade e a vida.

    Segue-me. E eu te darei repouso e sombra na tua caminhada.

    Afastarei pedras e farpas de teus pés caminheiros.

    Abençoarei tuas mãos de trabalhador.

    Farei do trabalho o lazer e aprazimento de tua vida.

    Segue-me.

    ***

    Esperando sempre confiante.

    Eu te darei a certeza da vida eterna e curarei as dúvidas que te flagelam.

    Terás alegrias nos teus espaços, marcarás na terra caminhos de esperança.

    O futuro se fará risonho e aberto aos que não vêem e crêem.

    Segue-me.

    ***

    Transformarei a tua vida e te levarei “a verdes pastos”.

    Porei em tuas mãos o cajado do pastor e cuidarás do meu rebanho disperso.

    Plantarás o trigo abençoado, o vinho da alegria e o linho da pureza.

    Segue-me.

    ***

    Eu te farei pescador de todos os errados e perdidos,

    errantes pela terra.

    Ele passava pelo mercado público, lá estava o publicano Levi,

    com os seus livros e folhas de argila, cobrando aos mercadores

    os tributos de César.

    Jesus olhou, alcançou o íntimo profundo e reservado do publicano e disse:

    Segue-me. Levi deixou suas pedras e números

    e se fez discípulo ao lado do Mestre.

    O pequeno Zaqueu, “homem baixo de estatura”,

    queria ver o Mestre aclamado

    e a multidão lhe tirava a visão.

    Ele subiu numa árvore, queria ver, precisava ver o Cristo,

    caminheiro nas terras da Judéia.

    Jesus o viu antes que fosse visto e disse:

    “Desce desta árvore, Zaqueu, que hoje a salvação entrou em tua casa.”

    Zaqueu partilhou seus bens com os pobres e tomou seu lugar ao lado do Mestre.

    Segue-me.

    ***

    O Moço procurou Jesus. Tinha tudo e cumpria os preceitos.

    Que mais poderia fazer para merecer das promessas?

    Renuncia ao que tens e terás o dobro do que contas.

    Pedro lançava suas redes.

    O Mestre passou e disse: “Recolhe tuas redes

    e eu te farei pescador de homens.”

    Segue-me.

    ***

    Jovens e adultos, eu vos darei o que debalde buscais com afã,

    um pouco de felicidade.

    Farei ver o que está dentro de cada um, templo e morada do Espírito Santo.

    Eu vos darei os sete dons do espírito e vos sentireis pleno

    da sabedoria da vida, que debalde procurais.

    Farei ver a vossa própria razão de vida e de morte,

    responderei às vossas indagações.

    Segui-me.

    ***

    Os que governam, os que comandam.

    Darei ocupação aos desocupados, saúde aos enfermos,

    inteligência aos ignorantes.

    Eu vos farei a luz da candeia acesa que vai na frente

    e aclara o caminho escuro.

    Segui-me.

    ***

    Juízes que repartis julgamentos, eu vos darei

    a balança da equidade e a certeza do Direito.

    Segui-me.

    ***

    Advogado que reivindicas Justiças aos que dela, carentes,

    têm fome e sede.

    Médico. Eu te darei a melhor ciência de curar dores alheias

    e suavizar a partida dos que se vão.

    Segue-me.

    ***

    Vós todos, homens da terra, encherei as vossas tulhas

    eo trabalho de vossos braços será um cântico para o alto.

    Segui-me.

    ***

    Todas as perdidas do mundo eu vos darei vestes novas

    de pureza e de brancura.

    Segui-me.

    ***

    Presidiário, busca-me na solidão da tua cela

    e eu te levarei no caminho da recuperação e da Paz.

    Estou encostado a ti. Procura-me com o coração

    daquele salteador condenado, a quem perdoei todos os crimes

    pela força do arrependimento a esperança da salvação.

    Chama por mim. Ouvirei o teu clamor.

    Tomarei nas minhas, tuas mãos armadas e farei de ti

    um trabalhador pacífico da terra.

    Segue-me.

    ***

    Estou ao teu lado, sou tua sombra.

    Abrirei os cárceres do teu espírito,

    encherei de luz, não só tua cela escura,

    senão, também, a cela escura do teu entendimento.

    Segue-me.

    ***

    Jovem, eu te livrarei do vício e do fracasso.

    Da droga destruidora e te farei direito,

    pelos caminhos entortados.

    Segue-me.

    ***

    Quem chama por mim não cansa nunca.

    Quando tardo, estou no caminho.

    Farei leve a tua cruz.

    Um Simão Cirineu, porei ao teu lado.

    Desalentados e descrentes.

    Mulheres perdidas, viciados e criminosos.

    Vos lavarei a todos na água do perdão,

    se me procurardes de coração aberto.

    Um ladrão, companheiro de minha cruz,

    eu o levei ao Pai, pela força da Palavra – “Senhor, lembrai-vos

    de mim, quando estiverdes com vosso Pai.”

    Eu o limpei de todos os erros e lhe foi dada a salvação.

    Presidiário, que, roendo paredes e pedras,

    ganhas a liberdade e voltas de novo à prisão

    que abristes com a pua da tua vontade.

    Se me seguires, nunca mais voltarás à prisão, porque te porei nos meus caminhos.

    Darei luz à tua cela escura e farei iluminada

    a cela mais escura do teu espírito.

    Segue-me.

    ***

    Todos os perdidos da vida.

    Não vim ao mundo para os que estão salvos,

    e sim para os enfermos.

    Farei de ti a candeia acesa,

    guiando a caminhada dos cegos.

    Senhor, os privilegiados, cerradas suas oiças

    à palavra da renovação, davam-lhe as costas.

    Não podiam suportar aquelas verdades da palavra nova,

    e dissestes a um discípulo ao vosso lado:

    “Tú também queres me deixar?”

    Este respondeu:

    “Senhor, aonde irei sem vós? Tendes palavras de Vida Eterna.”

    Jesus, eu sou aquele cego, surdo e mudo.

    Tropeço nos caminhos errados.

    Minha fé é frágil, o mundo me domina,

    sustentai a minha fé,

    Senhor! Aonde irei sem vós?…

     

    “Segue-me” em: Vintém de cobre: meias confissões de Aninha. de Cora Coralina.

    Postado em: 25/11/2009

     

     

    Você poderá gostar também de: “Twittar: seguir ou perseguir”

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