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  • Quando Começamos a Amar…

    02/02/2011 por Sonia Costa
    Reflexões

     

    O objeto amado ou objeto do desejo, pode ser para o menino, alguém que se assemelhe à figura materna e, para a menina, a figura paterna.

    Todos nós temos uma imagem formada de nosso objeto de desejo e procuramos nos objetos do mundo, algo que se assemelhe a ele. Não é todo dia que encontramos aquilo que é a imagem exata de nosso desejo; quando encontramos, sabemos bem identificar.

    Quando o identificamos ou melhor, nos identificamos com essa figura inconsciente, formada dentro de nós, passamos a investir libido nesse objeto de desejo e então  dizemos que começamos a amar. É normal que nessa fase, tenhamos conflitos existenciais, proporcionando medo e dúvida por não saber ainda, se é amor ou apenas uma amizade.

    Para esclarecer essa diferença de amores, precisamos entender que o amor que resulta apenas em amizade, é porque o investimento de libido foi inibido em sua finalidade genital. Portanto, toda relação afetiva, seja de amor ou amizade, é do ponto de vista da psicanálise, um investimento de energia sexual.

    Assim, alguns investimentos em objetos de desejo que nos identificamos, a finalidade é inibida e tornada inconsciente, sobrando para o consciente, apenas um sentimento de amizade. O investimento de amor, carinho e compreensão, é o mesmo para os dois tipos de amor; a diferença está apenas que, para o amor, a libido é liberada conscientemente e para a amizade, a libido é bloqueada no inconsciente.

    Quando se encontra o objeto do desejo a libido age de forma racional, pois analisa os prós e os contras, para que, havendo desejo de ser liberada, que essa liberação seja feita de forma consciente. Uma forte amizade que não consegue conter o investimento da libido, proporciona a existência do amor no sentido pleno da palavra.

    O contrário também é possível; quando não se consegue superar traumas antigos por questões ou convenções sociais, a libido acaba sendo bloqueada involuntariamente; assim, o que poderia ser um amor no sentido pleno da palavra, acaba não conseguindo ser, nem memo uma amizade.

    Esses traumas podem ser superados com a ajuda de aconselhamento pastoral, desde que seja alguém de muita confiança, idoneidade e que tenha preparo para esse acompanhamento; é de muita importancia também, a terapia feita com  profissionais da área da psicologia e mesmo psiquiatria.

    A ciência do comportamento tem se expandido bastante nas últimas décadas, mas ainda tem sido vista com certas reservas por alguns cristãos fundamentalistas, que acreditam que apenas oração e leitura bíblica são suficientes para superação de traumas emocionais.

    O mal deste século tem sido a depressão, causada principalmente pela solidão e falta de alguém com quem possamos compartilhar nossas vivências. A amizade virtual é muito boa, porém não substitui o calor humano, que só pode ser usufruido em sua plenitude, quando podemos abraçar pessoalmente a quem amamos.

    Certa vez, um dos doutores da lei, perguntou para Jesus, para o experimentar, dizendo: “Mestre, qual é o grande mandamento na lei? E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo semelhante a este é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos depende toda a lei e os profetas” (Bíblia Sagrada, Mt. 22:35-40)

    Com base nestes mandamentos, como poderemos amar nosso próximo como a nós mesmos, se não conseguimos obter uma interatividade pessoal com ele? É apenas na convivência pessoal que conseguimos desenvolver sadiamente frutos do Espírito em nosso carater, com relação aos sentimentos de tolerência, bondade, benignidade, paz, mansidão, temperança, amor, confiança e paciência; se não tivermos contato pessoal e físico com o nosso semelhante, esses frutos serão improdutivos.

    Não podemos nos enganar: ser cristão dentro de um templo (igreja), ou apenas no mundo virtual, é muito fácil; porém, o dia que nossos frutos forem colocados à prova, poderão ser reprovados pelo fogo.

    Vamos exercitar o amor fraternal, que é o amor amigo; quanto ao amor que houver uma predisposição de se investir nossa libido, que seja exercido apenas entre pessoas de sexos opostos, pois esse amor é o amor conjugal, aprovado por Deus que o instituiu, e que proporciona a perpetuação da nossa espécie.

    Não ofereça apenas amizade a quem está pedindo amor. Não ofereça amor a quem só pode dar amizade. Em ambas as situações, os sentimentos serão destruídos e proporcionarão corações machucados, feridos e traumatizados. Não podemos brincar com os sentimentos de ninguém.

    Fonte: BOCK, Ana M. Bahia e outros. Psicologias: uma introdução ao estudo de psicologia. 9.ed. São Paulo, Saraiva, 1996.

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    Somente por Amor…

    17/01/2011 por Sonia Costa
    Reflexões

     

    Com a reprise de “O Clone”, no Programa “Vale a Pena Ver de Novo”, lembrei-me desta música maravilhosa! Essa frase “somente por amor, a gente põe a mão”, cala no fundo das minhas reflexões, pois somente por amor é que conseguimos transpor barreiras que nos parecem intransponíveis, vencer desafios, distâncias, medos, conflitos… e nosso próprio orgulho.

    Se não existir amor, provavelmente vamos colocar os pés pelas mãos. Os pés nos levam até onde as mãos podem tocar, pegar e sentir; isto se nosso coração for despertado por um forte desejo, envolvido no sentimento do amor, para que o corpo possa degustar, usufruir, se alimentar e nutrir-se das vitaminas, proteínas e sais minerais, proporcionados pelo objeto do desejo.

    Não colocamos nossas mãos em terreno arenoso, areia movediça, caminho sem destino, barco furado ou mesmo alimento envenenado. Inconscientemente preservamos nossas mãos como algo sagrado do nosso corpo. Antes de colocarmos as mãos, somos despertados pelo olfato e, através dele,  podemos ser atraídos por algum cheiro agradável ou perfume envolvente… mas são nossas mãos que, muitas vezes tem receio de tocar no alimento que exala o cheiro agradável ou na fonte do perfume que nos envolve.

    Chegamos perto, mas consciente ou inconscientemente, Somente por amor é que estendemos nossas mãos para que, através do tato, possamos sentir a temperatura, a densidade, a consistência, a aspereza, a maciez, a delicadeza, a beleza, a receptividade, o magnetismo, a pureza, a limpeza, a firmeza, a confiança, a segurança.

    Se não houver amor, o melhor é nos afastarmos, para que não venhamos, ao invés de colocarmos as mãos, colocarmos os pés e machucarmos sentimentos de outrem. Porém, se estivermos conscientes de que o amor brotou, se manifestou e aflorou, e existe receptividade para o seu crescimento, então é o momento de vivenciarmos a felicidade que Deus nos proporcionou.

    Quando colocamos a mão, é porque o amor conseguiu transpor as barreiras pessoais (físicas, psicológicas e circunstanciais); por fim, quando nos sentimos seguros e confiantes, o amor nos leva também, a ultrapassar os limites sociais!!!

    Confiança: sentimento a ser trabalhado!

    05/01/2011 por Sonia Costa
    Reflexões

     

    Nós não podemos “produzir” confiança. Por mais que nos esforcemos em cultivar um relacionamento, não conseguiremos despertar o sentimento de confiança, nas pessoas com as quais convivemos.

    A confiança é fruto de um relacionamento em que sabemos que somos amados. Ela é um sentimento decorrente de expressões de amor; é a consequência de atitudes de afeto, carinho, cuidado, compreensão e atenção, que interagimos com as pessoas com as quais convivemos.

    Essas atitudes de amor, vão desenvolvendo o sentimento de confiança mútua, onde passamos a conhecer o carater, a personalidade, o comportamento do outro, a ponto de saber previamente qual será a reação diante de determinada circunstância.

    Muitas vezes somos tão corretos em nossa forma de agir, que acabamos querendo impor ao outro, quase que por obrigação, que confiem em nós. É difícil tanto entender, quanto querer explicar o sentimento “confiança”.

    Quando olhamos para dentro de nós mesmos e começamos a analisar qual o nível de confiança que determinada pessoa conseguiu desenvolver em nós, passamos a entender que, somente quando existe amor, paralelamente observaremos os laços de confiança se formarem e se estabelecerem cada vez mais fortes, unindo duas vidas que, começaram a se amar e foram desenvolvendo os laços de confiança interativa.

    Quando não temos certeza, se somos ou não amados, infelizmente teremos dificuldades para conseguir uma  confiança integral e genuína da outra parte.

    Assim acontece na confiança que depositamos em Deus; se não acreditarmos que Ele nos ama verdadeiramente, não conseguiremos confiar totalmente nEle e nossa fé acaba se desvanecendo. Essa confiança será desenvolvida a partir do relacionamento que desenvolvermos com Ele.

    Se esse relacionamento for superficial, nossa confiança também será tênue. Mas se nutrirmos uma intimidade profunda, com o interesse cada vez maior de conhecermos a Ele e permitirmos que Ele nos conheça e nos transforme, então nossa confiança será bastante fortalecida no poder da Sua Palavra!

    A maior prova do amor é a confiança! E a maior prova da confiança é o amor!

    (Esta reflexão  foi produzida com base no livro “A Cabana“)
    Postado por Sonia Valerio da Costa
    Em 05/01/2011

     

    PS: Este Post foi objeto de premiação do “Blog da Quinzena”, promovido pela  Editora Naós. Agradeço à Editora Naós, na pessoa do Pr. Ubirajara Crespo, pela premiação recebida!!! Estou deveras emocionada!!! Deus seja louvado!!!!!!!!

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