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    Sonia Costa

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    Sou Bibliotecária, gosto de ler e de trabalhar com a informação. Meu prazer é estar no meio dos livros, pois eles são uma das minhas maiores fontes de inspiração para escrever.

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  • O Perigo de Apontar o Dedo.

    23/10/2010 por Sonia Costa
    Reflexões

     (Imagem Google)

    Quando estava digitando o texto “Comer Com os Olhos”, que publiquei no meu outro Blog, o “Folhas Viajantes”,  lembrei-me de um fato de quando eu era criança. Morávamos numa casa térrea, onde contávamos com um pequeno pedaço de terra. Alí plantávamos hortaliças e uma vez resolvemos plantar abóboras.

    Fiquei fascinada quando as sementes germinaram e começaram a florescer. Quando apareceu a primeira abóbora, uma de minhas tias foi logo dizendo para não apontar a abóbora com o dedo, para que ela não murchasse.

    Claro que ela não soube me dar explicação convincente do porque dessa informação; querendo entender a lógica dessa orientação e também, provar se era verdade, apontei o dedo para a coitada da abóbora… rsrs. Por coincidência, no dia seguinte, lá estava a abóbora murcha; não vingou.

    Ainda duvidosa do fato, “sacrifiquei” mais algumas abóboras que nasceram depois, apontando o dedo para elas, até que acabei desistindo de tirar a prova final da crendice popular e deixei as abóboras crescerem em paz; coisa mesmo de criança. Bem, claro que algumas minguaram e outras cresceram, amadureceram e eu pude saborear um delicioso doce de abóbora.

    Hoje creio que ainda existem crendices populares que ainda não foram explicadas pela ciência.  Entendo até ser possível que nosso corpo emita uma energia natural que influencie nosso entorno de alguma forma, porém a ciência ainda não conseguiu desvendar e, falar sobre isso, seria entrar no campo da especulação. (ver nota no final do texto)

    Considerando apenas o fato e não a crença em si, muitas abóboras podem se perder no simples fato de se apontar literalmente o dedo para elas, mas sempre existirão outras que poderão substituí-las satisfatoriamente. Mas, quando apontamos o dedo, simbolicamente, para um semelhante nosso, esse apontar de dedo vem carregado de sentimentos destrutivos e julgamentos precipitados, que poderão, literalmente, tirar o brilho, a auto-estima, a auto-confiança, a força de vontade e também a esperança de alguém.

    Biblicamente sabemos que nosso corpo é o Templo do Espírito Santo; assim, através da fé, confiança e comunhão íntima com Deus, permiremos que o Espírito Santo de Deus tenha liberdade de agir através de nossas vidas. Dessa forma, quando “apontarmos nosso dedo” para alguém, que seja para abençoar e não para maldizer.

    Jesus Cristo nos deixou como ensinamento: “Não julguem, e vocês não serão julgados. Não condenem, e não serão condenados. Perdoem, e serão perdoados. Dêem e lhes será dado: uma boa medida calcada, sacudida e transbordante será dada a vocês. Pois a medida que usarem, também será usada para medir vocês.” (Bíblia NVI, Lc. 6: 37-38).

    Por Sonia Valerio da Costa
    Em 23/10/2010

     

    PS: Sempre releio meus textos e, agora que elaborei um Índice Geral para este Blog, pude perceber que a forma como me expressei neste Post, estava proporcionando uma dupla interpretação quanto ao que penso a respeitodo assunto abordado.

    Com isso, decidi inserir um complemento explicativo, esclarecendo meu pensamento sobre “crendices populares”. 

    Entendo que algumas são totalmente fora de propósito, pois foram criadas sobre fatos aleatórios que aconteceram diversas vezes, mas de forma incidental, e por isso foram sendo passadas de geração para geração, como se fossem lei. Temos um exemplo bastante divulgado atualmente que já sabemos que é mentira, é que tomar suco de manga com leite, faz mal para saúde.

    As investigações provaram que essa mentira começou a ser espalhada pelos Senhores  das senzalas que não queriam que os escravos tomassem leite. Quanto ao fato das abóboras murcharem ao apontarmos o dedo para elas, apesar de ter presenciado isso em minha infância, não é passível de crédito, pois não existe lógica nisso.

    Espero que com este texto complementar, tenha conseguido deixar claro que minha fé está fundamentada na Palavra de Deus e não em superstições ou crendices populares.

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    4 Comentários para “O Perigo de Apontar o Dedo.”

    1. Jackie Freitas Disse:

      Sonia, minha querida!
      Que texto maravilhoso! Nossa! Estou aqui extasiada! E concordo com absolutamente tudo que você escreveu. Para ser ainda mais “popular”, dizem que ao apontarmos um dedo, automaticamente 4 se voltam contra nós, portanto, acredito que o mal que fazemos ao outro (através deste gesto) fazemos mais ainda a nós. Infelizmente não estamos livres do julgamento dos outros, aliás, acho que vivemos o tempo inteiro passando por isso. Mas, também, não posso ser hipócrita em dizer que não julgamos… Julgamos conforme nos deparamos com situações que estão desproporcionais aos nossos padrões, o que não deixa, claro, de ser outro erro. Porém, lá na frente, se tivermos condições de reavaliar nossas atitudes e corrigí-las não pelo próximo, mas por nós mesmos, já será uma grande evolução. Espero aprender cada vez mais e, quem sabe, não sofrer tanto com os julgamentos , dos outros e meus!
      Grande beijo, minha querida! Maravilhoso texto!
      Jackie

    2. Sonia Costa Disse:

      Olá querida Jackie,
      Que comentário maravilhoso!!! Agradeço suas palavras de apoio e que vieram somar conteúdo ao texto.
      Com certeza não podemos ser hipócritas, pois parece que o julgamento está tão arraigado ao ser humano que, quando menos percebemos já estamos julgando as atitudes dos outros.
      Penso que esse deve ser um exercício constante… julgar cada vez menos e amar cada vez mais.
      Um grande abraço e uma ótima semana para você.
      Sonia Costa

    3. Jessé Nunes Disse:

      Realmente fiquei surpreso com essa história das abóboras… que fantástico!! Também acredito que há uma energia em todos nós, energias positivas e negativas. E que sempre tendemos a nos desequilibrarmos para uma dessas dimensões.
      Essa variação de energias dentro da gente pode definir muita coisa. Afinal, as abóboras murcham com um apontar de dedo e uma palavra cheia de amargura pode aliviar quem a profere mas ser danosa para quem a recebe.

    4. Sonia Costa Disse:

      Olá Jessé,
      Até hoje, quando me lembro desse fato das abóboras, fico intrigada e tenho até dificuldades para “engolir” essa história; eu só acredito mesmo, porque aconteceu comigo. A questão é que temos dificuldades de aceitar aquilo que não conseguimos compreender.
      Quanto à apontar alguém com palavras ferinas, isso entendemos muito bem, o quanto é prejudicial.
      O importante é espalharmos o amor e deixar os julgamentos para Deus.
      Obrigada por comentar.
      Abraços.
      Sonia Costa



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