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  • Invisibilidade Pública

    03/03/2016 por Sonia Costa
    Artigos

    Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado sobre a “invisibilidade pública”. Ele comprovou que, em geral, as pessoas enxergam apenas a função social do outro. Quem não estiver bem posicionado sob esse critério, vira mera sombra social. Por: Plínio Delphino, no Diário de São Paulo.

    O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são “seres invisíveis e sem nome”. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da “invisibilidade pública”, ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde se enxerga somente a função e não a pessoa.

    Braga trabalhava apenas meio período como gari; não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida: “Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência”, explica o pesquisador.

    O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. “Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim e não me reconheciam  por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam, me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou num orelhão”, diz.

    No primeiro dia de trabalho paramos para o café. Eles colocaram uma garrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinha caneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, agora, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo; alguns se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou-as pela metade e serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. Como estávamos num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, formiga, barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntassem: “E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?” E eu bebi. Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piadas, e até mesmo brincar.

    O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?

    Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo andar térreo, subi a escada, e já no segundo andar, passei na biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, e em frente a lanchonete onde tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo tremia como se eu não conseguisse dominá-lo. Fui envolvido por uma angustia tão profunda, e o alto da minha cabeça era como uma tampa que ardia de tal forma, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar mas não consegui sentir o gosto da comida e acabei voltando para o trabalho, completamente atordoado.

    E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou? Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se aproximando – professor meu – até parava de varrer, porque ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse passando por um poste, uma árvore ou um orelhão.

    E quando você volta para casa, para seu mundo real?

    Eu choro. É muito triste, porque, a  partir do instante em que você está inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa deles nas periferias. Mudei completamente minha postura comportamental e social. Hoje não deixo de cumprimentar um trabalhador. Faço questão do trabalhador saber que eu sei que ele existe.

    Hoje eu sei que eles são tratados pela sociedade muito pior do que um animal doméstico, que sempre são chamados pelo nome. Esses trabalhadores não têm nome; são tratados como se fossem apenas uma ‘COISA’.

    Este foi o tema desenvolvido por um PSICÓLOGO  da USP em  sua TESE DE MESTRADO. Para sua tese ter maior credibilidade, fingiu ser gari por 8 anos e viveu como um ser invisível.

    “O homem torna-se tudo ou nada, conforme a educação que receber”.

    Ser IGNORADO é uma das piores sensações que existem na vida! Respeito: passe adiante!

    Este texto foi amplamente veiculado na internet e devido ao seu conteúdo também decidi compartilhar para os leitores deste meu Blog.

    Em 03/03/2016

    Sonia Costa

     

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    A Vida que a Morte Proporciona

    26/02/2016 por Sonia Costa
    Artigos

    “Um dos grandes mistérios da nossa existência é como um espírito eterno veio a envolver-se com um corpo físico, e como esse elemento físico é incapaz de resistir à ruína produzida pela passagem do tempo, e finalmente morre, livrando outra vez o espírito, de sua habitação de carne.” (Champlin, 2008)

    Pela Bíblia Sagrada sabemos que, ao formar o homem do pó da terra,  Deus assoprou em suas narinas o fôlego de vida (espírito), fazendo-o alma vivente (Gn. 2:7). Daí por diante entendemos que a cada nova concepção Deus cria uma nova alma.

    Deus não criou o homem com vida eterna. No Paraíso Deus prolongava a vida do homem dando-lhe a comer diariamente do fruto da Árvore da Vida, mas o proibiu de comer do fruto da Árvore da Ciência do Bem e do Mal.  Depois que o homem desobedeceu essa ordem, Deus o expulsou do Paraíso para livrá-lo de viver eternamente no pecado, pois com certeza, para não morrer, o homem continuaria comendo do fruto da Árvore da Vida. (Gn. 3:22)

    A Morte foi uma estratégia criada por Deus para livrar o homem do pecado eterno. Quando o homem morre, seu corpo se desfaz fisicamente, o espírito (fôlego de vida) volta para Deus (Ec. 12:7) e a alma vai para um lugar intermediário (paraíso – Lc. 23:43) onde fica aguardando a ressurreição dos mortos. (Gn. 2:17; 3:19)

    A Morte e a Vida andam praticamente juntas, porém sabemos, que no final dos séculos, quando o plano divino de salvação estiver sido consumado, a Morte será aniquilada para todo o sempre, para que a imortalidade da nossa alma tenha livre curso. (I Co. 15:26)

    Particularmente penso que um dos propósitos divinos em criar o homem, foi para suprir a terça parte dos anjos que, juntamente com Satanás,  se rebelou contra Deus. Para tanto, Deus nunca perdeu de vista o homem que criou, mas o amou com amor imensurável, a ponto de enviar seu próprio Filho Jesus Cristo para morrer na cruz do Calvário em nosso lugar, e nos trazer salvação e redenção do nosso corpo mortal. (Jo. 3:16-17)

    Os anjos se alegram quando um pecador se arrepende, pois eles foram enviados por Deus, para acamparem-se ao redor daqueles que temem a Deus e também para os proteger. (Ml. 4:2;  Lc. 15:10; Sl. 34:7; Hb. 13:2)

    Conforme a oração do Pai Nosso (Mt. 6:9-13), Deus quer que desejemos e peçamos a Ele para que nos traga Seu Reino sobre nós e que a Sua vontade seja feita assim na terra como no céu. No céu, os anjos rendem louvor e adoração contínua a Deus e nós que tememos ao Seu nome, também devemos adorá-lo continuamente, para que Seu Reino venha sobre nós ainda nesta vida.

    Deus procura verdadeiros adoradores, que O adorem em espírito e em verdade. (Jo. 4:23) Portanto se estamos com Jesus (II Co. 5:17), não precisamos temer a morte física, pois ela será apenas uma passagem para a vida eterna.

    Em 25/02/2016

    por Sonia Valerio da Costa

     

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    Para Memorizar os Livros da Bíblia

    21/09/2015 por Sonia Costa
    Variedades

    Era uma vez….
    O Sr.GÊNESIS e o Sr. ÊXODO passeando.

    No caminho viram LEVÍTICO contando os NÚMEROS de DEUTERONÔMIO.
    Enquanto isso JOSUÉ estava a espera dos JUÍZES para irem ver RUTE que clamava em alta voz: SAMUEL, SAMUEL!
    Com o grupo, vinha o PRIMEIRO e o SEGUNDO dos REIS de CRÔNICAS para visitarem ESDRAS, NEEMIAS e ESTER, afim de se compadecerem do sofrimento de JÓ, seu irmão.

    Nesta visita perceberam que o Sr. SALMOS estava a ensinar seu filho os PROVÉRBIOS concernentes a ECLESIASTES e CÂNTICOS de SALOMÃO. Curiosamente, isto coincidiu com o período em que ISAÍAS e JEREMIAS estavam mergulhados em LAMENTAÇÕES por causa de EZEQUIEL, DANIEL e seus amigos. Naquele tempo OSEIAS e JOEL não estavam por perto.

    Três dias depois, AMÓS, OBADIAS e JONAS viajaram no mesmo barco com MIQUÉIAS e NAUM para Jerusalém. Além do mais, HABACUQUE visitava SOFONIAS que o apresentou a AGEU um amigo de ZACARIAS cujo primo era MALAQUIAS.

    Imediatamente após conhecermos a velha tradição, MATEUS, MARCOS, LUCAS e JOÃO praticam ATOS de bondade para com os ROMANOS que foram por duas vezes a CORÍNTIOS para ver como estavam os GÁLATAS que viviam ali.

    Naquele mesmo período os EFÉSIOS perceberam que os FILIPENSES estavam próximos dos COLOSSENSES, nisso enviaram duas cartas aos TESSALONICENSES para as fazerem chegar aos TIMÓTEOS que haviam ido à casa de TITO para ensinar FILEMOM seu irmão mais jovem a ler e ensinar aos HEBREUS.

    Ao ouvir isso, TIAGO pediu duas vezes a PEDRO para explicar como são as três cartas de JOÃO. Enquanto isso, JUDAS se impressionava com a visão antecipada do final do mundo, revelada em APOCALIPSE!!!

    (desconheço o autor)

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